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Em Verde Nojo, Pedro Bastos parte das ambiguidades simbólicas da cor verde para explorar as relações entre imagem, memória e território. Associada historicamente ao veneno, ao perigo e ao repulsivo, mas também à natureza e à vida, esta cor convoca um imaginário contraditório, onde convivem atração e repulsa.
Com uma prática que cruza cinema, pintura, instalação e escrita, o artista desenvolve uma reflexão sobre a materialidade da imagem e as formas como a memória individual e coletiva se inscreve na paisagem. O território do Vale do Ave, com as suas marcas culturais e industriais, emerge como um arquivo vivo, onde passado e presente se entrelaçam.
Entre o familiar e o estranho, Verde Nojo propõe uma experiência que questiona os modos de olhar e de sentir, revelando as tensões que atravessam a relação entre imagem, natureza e identidade.
VERDE NOJO
Artista: Pedro Bastos
Produção: Freebeats / Pedro Silva
Apoio: Direção-Geral das Artes e Município de Guimarães
Design gráfico: André Pinto
Período expositivo: 17 outubro'26 — 10 janeiro'27
Entrada: Livre